terça-feira, 15 de novembro de 2011

Boavista 3 - 0 Sport Progresso - Análise


Campeonato Distrital da 2ª Divisão
9ª Jornada

Data: 13/11/2011
Hora: 15 Horas
Local: Estádio do Bessa - Sec. XXI no Porto
Terreno: Sintético em excelentes condições.
Assistência: Cerca de 120 espectadores
Arbitro: Mário Valente

Bovista F. C.: Cláudio, Renato, Figas, Neto e Diogo; Lucho, André, Diogo Bento e João, Bareta e Dioguinho.
Treinador: William Alves

Sport Progresso: Moura, Pinto, Berto, Oliveira e Morais; Jorginho, Luís Filipe (André, 54') e Fábio Augusto (Carlão, 85'); Faria (Hugo, 37'), Telmo e Leitão.
Treinador: Milton Ribeiro

Resultado ao intervalo: 2-0
Resultado final: 3-0
Marcadores: Diogo Bento aos 28', João aos 31' e Neto aos 75'

Disciplina:
Cartão Amarelo: Diogo, 14', Bareta, 38'; Fábio Augusto, 13', Luís Filipe, 33', Jorge, 45' e 80', Hugo, 55';
Cartão Vermelho: Jorge, 80' e Moura no final do jogo.
Expulsão: Milton Ribeiro

O Jogo:

"Do Céu ao inferno em noventa minutos!". Este poderia ser o titulo de um livro, no entanto é nada mais nada menos que o sentimento que tive no final do jogo com o Boavista.

Mais uma vez entramos mal no jogo, talvez um pouco assustados com a imponência do Estádio do Bessa. Mas o certo é que não conseguimos colocar num campo propicio à pratica do futebol, aquilo que já fizemos noutros jogos. Nada saia, nada correu bem e aos 31' já perdíamos por 2-0. 

Fomos para o intervalo a perder por duas bolas a zero, sendo que apenas tivemos um único lance de perigo digno desse nome.

É certo que o resultado era pesado para o que se assistia dentro do campo, mas também é certo que o Boavista aproveitou as duas únicas oportunidades que teve para fazer dois golos. Desta forma sou obrigado a aceitar este resultado ao intervalo.

Na segunda parte entramos com outra postura, com outra atitude, com outra vontade, mas continuávamos a ser muito trapalhões é certo que nos alojamos no meio campo adversário, mas apenas criamos perigo através de lances de bola parada. É certo que o Boavista apenas foi à nossa baliza uma única vez, mas nessa vez "matou o jogo", aproveitando mais um erro nosso.

Posso considerar que o resultado é exagerado para o que assistiu em campo, o Boavista em nada foi superior a nós, ou melhor, foi, na finalização, mas pelo que vi, senti que a minha equipa é que esteve num nível inferior ao que se tem apresentado.

Procedi algumas alterações no onze, umas forçadas, outras por opção que não surtiram o efeito pretendido. Por esse motivo tenho de dizer que a culpa, desta derrota, é inteiramente minha. Sou eu que escolho, sou eu que decido, por isso a culpa não morre solteira.

Marcamos passo nesta jornada, não aproveitando alguns resultados menos bons, para as equipas que se encontram perto de nós na tabela classificativa. Mas o futebol é isto. Fomos do Céu ao inferno em noventa minutos, agora só queremos trabalhar, bem, durante esta semana para que o próximo jogo seja completamente diferente.

O Boavista:

A equipa do Boavista não é, nem de longe nem de perto, a equipa que eu julgava que fossem. Ocupam bem os espaços no campo e aproveitam a grandeza do terreno para jogar rapidamente em contra-ataque. Deste jogo, retiro que são uma equipa eficaz, "matadora", que soube aproveitar muito bem as facilidades dadas pela equipa do Progresso. A destacar alguém tem de ser o guarda-redes Cláudio, tranquilo, sereno, se na primeira parte parou, com segurança, um remate rasteiro de Jorge, na segunda foi o homem do jogo a defender tudo quanto havia. Sem duvida o melhor em campo.

A equipa de Arbitragem:

Um trio liderado por Mário Valente, um arbitro com experiência, mas que não soube ter a calma necessária para segurar o jogo e fazer a destrinça das situações. Alguma dualidade de critérios a nível da aplicação da disciplina e um penalty que fica por marcar a favor do Progresso, são as notas negativas desta equipa de arbitragem. Assim como o motivo pelo qual expulsaram o treinador do Progresso, apenas porque disse "Isto não se faz!". Contudo tenho de referir que a equipa de arbitragem teve o trabalho dificultado pela forma como os jogadores se comportaram dentro de campo, tendo sido um jogo muito quezilento de parte a parte.
Nota: 6 (0 a 10)

Uma palavra de agradecimento a todos os nossos adeptos, eram mais do triplo dos adeptos do Boavista. Mereciam mais, mas infelizmente não conseguimos. Agradeço também à claque que foi incansável do inicio ao fim.

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